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Visto para o Japão: guia completo com tudo que você precisa saber

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Visto para o Japão

Pensar no Japão é lembrar de neon em Tóquio, templos em Kyoto, sushi de verdade e trens que chegam no minuto certo. A vontade de embarcar vem rápido, já a parte burocrática nem sempre. Entender como funciona o visto para o Japão virou parte do “roteiro pré-viagem”: quem precisa, quem está isento, quais documentos entram no pacote e quanto tempo tudo isso leva.

O lado bom é que o Japão ficou bem mais acessível para brasileiros nos últimos anos, principalmente para estadias curtas. Ainda assim, estudo, trabalho e mudanças mais longas continuam pedindo um visto certinho, pedido com antecedência. O Embarkei entra para organizar e explicar as regras de forma simples e fornecer informações importantes. Vem com a gente, viajante!

Entenda o visto do Japão para brasileiros 

O primeiro ponto que muda tudo: nem toda viagem exige visto. Muita gente ainda pensa naquele Japão antigo, em que qualquer entrada pedia etiqueta colada no passaporte, mas o cenário atual é outro, bem mais amigável para estadias curtas. 

Hoje, brasileiros com passaporte comum eletrônico (aquele com chip) podem entrar no Japão sem visto, para ficar até 90 dias, em viagens de turismo ou negócios de curta duração. 

A regra vale para quem está indo passear, visitar amigos ou participar de reuniões e eventos sem trabalho remunerado direto no país. 

A imigração continua analisando cada caso, mas o processo não passa mais pelo pedido de visto tradicional para esse tipo de viagem

Para quem pretende estudar, trabalhar, morar, acompanhar a família ou ficar mais de 90 dias, tudo muda. 

Nesses cenários, entra em campo o visto para o Japão nas versões de estudo, trabalho, dependente, longa permanência e afins. 

Aí não tem atalho: o pedido precisa ser feito antes de embarcar, pelo consulado ou embaixada responsáveis pela sua região.

Precisa de passaporte para viajar para o Japão? 

Sim, precisa. E não é qualquer documento: a porta de entrada para o Japão é o passaporte válido, de preferência o eletrônico, tanto para isenção quanto para quem vai solicitar visto. 

Alguns cuidados:

  • Validade em dia, com folga em relação à data de retorno; 
  • Páginas em branco suficientes para carimbos e eventual visto; 
  • Dados legíveis e sem danos físicos. 

Quem entra com isenção de visto para curto prazo também passa por análise na imigração japonesa. É comum pedirem:

  • Passagem de volta ou trecho seguinte; 
  • Comprovante de hospedagem (hotel, carta de amigo, reserva de Airbnb); 
  • Prova de recursos financeiros minimamente coerentes com a viagem; 
  • Roteiro básico do que pretende fazer no país. 

Ou seja: passaporte bom e planejamento na mão já resolvem muita coisa antes mesmo de falar em formulário.

Visto para o Japão
Visto para o Japão

Tipos de visto para o Japão e suas características 

Quando o plano vai além dos 90 dias ou envolve trabalho, estudo ou residência, é hora de entender os tipos de visto para o Japão

O governo japonês tem uma lista extensa de categorias, mas dá para enxergar tudo de forma mais simples ao olhar para o objetivo da viagem. 

No dia a dia, os vistos que mais aparecem na vida do brasileiro são: curta permanência (quando a isenção não se aplica), trânsito, vistos “comuns” de estudo e trabalho, vistos “específicos” para família e descendentes e aqueles focados em atividade profissional.

Visto de curta permanência 

O visto de curta permanência é aquele que, em outros países, seria o clássico “turismo/negócios”, com permanência de até 90 dias. 

Ele serve para: 

  • Turismo e visita a amigos ou parentes; 
  • Negócios de curta duração; 
  • Participação em eventos, feiras, conferências; 
  • Alguns casos de intercâmbio curto e programas específicos.

Brasileiros com passaporte eletrônico não precisam mais tirar esse visto quando o objetivo é turismo ou negócios rápidos, porque entram pela isenção. 

Ainda assim, o conceito existe e continua válido para quem não se enquadra na isenção, não tem passaporte eletrônico ou se enquadra em situações específicas que o consulado indicar.

Visto de trânsito 

Tem viagem com conexão longa no Japão? Em certos cenários, entra o visto de trânsito. Ele é pensado para quem: 

  • Usa o Japão como ponte para outro país; 
  • Precisa sair da área internacional ou tem conexão longa com saída do aeroporto; 
  • Vai permanecer um período curto apenas para conexão. 

Em muitos casos, conexões em área internacional não pedem visto de trânsito, mas situações em que há troca de aeroporto, pernoite fora da área restrita ou roteiro mais complexo podem exigir. 

Importante sempre conferir com a companhia aérea e o consulado qual é o enquadramento correto, principalmente quando a conexão foge do padrão.

Visto comum 

Dentro do universo consular, muita gente chama de “visto comum” aquele pacote de vistos para quem vai: 

  • Estudar por longo período (ensino técnico, faculdade, pós, cursos extensos); 
  • Participar de intercâmbios acadêmicos estruturados; 
  • Fazer estágios, programas de pesquisa ou atividades de treinamento. 

Esses vistos, na prática, entram no grupo de visto para o Japão de média ou longa duração. 

Quase sempre exigem um documento-chave emitido no Japão, o Certificate of Eligibility (CoE), que comprova que a instituição japonesa já aprovou a sua vinda. Depois que o CoE sai, o consulado analisa o pedido de visto com base nesse certificado.

Visto específico 

O visto específico costuma entrar na conversa quando o assunto são categorias que fogem do turismo, estudo básico e trabalho padrão. Alguns exemplos: 

  • Vistos para cônjuge ou filhos de japonês; 
  • Vistos para descendentes em certas condições; 
  • Vistos ligados a programas governamentais (como JET Programme); 
  • Outros enquadramentos particulares previstos na lei de imigração japonesa. 

Nesses casos, o visto para o Japão leva em conta laços familiares, ascendência ou programas oficiais. 

Os requisitos mudam bastante de acordo com o tipo, então a melhor abordagem é sempre olhar o checklist específico no site da Embaixada ou do Consulado responsável.

Visto de trabalho

Por fim, um dos mais desejados: o visto de trabalho. O Japão tem várias categorias de trabalho, com códigos e nomes em inglês, como Engineer/Specialist in Humanities/International Services, Skilled Labor, entre outros. 

Em comum, esses vistos seguem uma lógica parecida: 

  • Exigem contrato ou oferta de trabalho com empresa ou instituição japonesa; 
  • Dependem do Certificate of Eligibility (CoE) emitido no Japão; 
  • Envolvem análise de qualificação profissional, escolaridade e tipo de função. 

Depois que o CoE é aprovado e enviado, o brasileiro entra com o pedido de visto no consulado, apresentando passaporte, formulário, foto, CoE e demais documentos solicitados. 

Esse é o caminho padrão para quem pretende morar no Japão a trabalho por mais de 90 dias.

Onde solicitar o visto para o Japão? 

Quando existe a necessidade de visto para o Japão, o pedido é feito sempre antes da viagem, em representação oficial japonesa. 

No Brasil, o atendimento é dividido assim: 

  • Embaixada do Japão em Brasília; 
  • Consulados-Gerais do Japão em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belém, Curitiba e Manaus; 
  • Em alguns casos específicos, estruturas de apoio ou parceiros indicados pelo próprio consulado.

Cada região do Brasil é atendida por uma dessas unidades. O passo inicial é descobrir qual consulado ou embaixada cuida do seu estado ou cidade, entrar no site oficial e ir direto na seção de vistos. Lá, aparecem: 

  • Tipos de visto disponíveis; 
  • Formulários atualizados; 
  • Checklists de documentos; 
  • Orientações sobre agendamento, horários e prazos. 

Muita representação trabalha apenas com agendamento prévio para entrega da documentação, então vale cuidar disso com antecedência, principalmente em épocas de alta demanda.

Como funciona o processo de solicitação do visto 

Entendida a necessidade, chega a etapa prática: transformar intenção em processo. O fluxo muda um pouco conforme o tipo de visto para o Japão, mas segue uma linha geral.

Requisitos e documentos necessários para solicitar 

Os documentos variam de acordo com a categoria, porém alguns itens aparecem em quase todos os pedidos:

  • Passaporte válido (preferencialmente eletrônico); 
  • Formulário de solicitação de visto preenchido e assinado (modelo oficial japonês); 
  • Foto recente no tamanho exigido, geralmente 3,5 x 4,5 cm; 
  • Certificate of Eligibility (CoE) para vistos de estudo, trabalho, família e outras longas permanências; 
  • Comprovantes financeiros, como extratos bancários, comprovantes de renda ou imposto de renda; 
  • Comprovante de vínculo com o objetivo da viagem, como carta de aceitação de escola/universidade, contrato de trabalho ou oferta formal, carta-convite ou documentos de família, plano de estudos, intercâmbio ou pesquisa;
  • Roteiro de viagem ou justificativa do plano, mais comum em vistos de curta permanência ou turismo com eVISA; 
  • Em alguns casos, certidão de antecedentes criminais e documentos adicionais.

A recomendação é sempre partir da lista oficial daquele tipo de visto, publicada no site da Embaixada ou Consulado. 

Detalhes como número de vias, traduções juramentadas, ordem dos papéis e tamanho da foto parecem bobos, mas podem travar o processo caso não estejam alinhados ao padrão.

Tempo para a análise do visto do Japão 

Prazos variam, mas dá para ter uma ideia: 

  • Vistos de curta duração (quando ainda exigidos) costumam ser analisados em algo entre 5 e 15 dias úteis depois da entrega dos documentos completos; 
  • Vistos que dependem de Certificate of Eligibility (CoE) concentram a maior parte do tempo na análise no Japão. Depois que o CoE sai, o consulado costuma levar alguns dias úteis (em média de 5 a 10 dias) para emitir o visto; 
  • Processos mais complexos podem levar mais tempo, principalmente quando há pedido de documento extra ou volume alto de solicitações.

Montar uma mudança para o Japão contando com aprovação de última hora aumenta muito o estresse. 

A saída mais tranquila é iniciar a preparação com semanas ou meses de antecedência, principalmente em casos de estudo e trabalho.

Qual o valor a ser pago para tirar o visto JP? 

Aquela parte menos glamourosa, porém inevitável: taxas consulares. O valor do visto para o Japão não é tabelado em real “para sempre”. 

As taxas são definidas em ienes e convertidas para moeda local, o que significa que câmbio e atualizações de tabela podem mexer nos números.

Em linhas gerais: 

  • Vistos de entrada única para turismo/curta duração, quando ainda aplicáveis, costumam ter valor menor; 
  • Vistos de múltiplas entradas, estudo, trabalho e longa permanência geralmente têm taxa mais alta; 
  • Quem utiliza agência especializada ainda soma honorários de serviço às taxas oficiais do consulado.

Os próprios sites da Embaixada e dos Consulados japoneses no Brasil mantêm páginas com as taxas atualizadas, o que ajuda bastante na hora de planejar o orçamento. A melhor estratégia é sempre: 

  • Conferir o valor atual da taxa do tipo de visto desejado; 
  • Verificar forma de pagamento aceita (dinheiro, boleto, depósito, etc.);
  • Lembrar de incluir esse custo no planejamento geral da viagem ou mudança.

Visto para o Japão organizado, cabeça mais leve 

O visto para o Japão é menos um enigma e mais um passo de organização. Objetivo claro, o tipo de visto adequado começa a fazer sentido, os documentos se encaixam e o processo fica fácil.

Agora que desvendamos toda a burocracia, é só começar o processo do visto e ser feliz do outro lado do mundo. Boa sorte!