O visto para Portugal é sinônimo de “vida nova do outro lado do Atlântico”. Aparece uma oportunidade de estudar, trabalhar, empreender ou até testar a rotina de nómada digital em Lisboa, Porto, Braga… e logo aparece a dúvida do que precisa, exatamente, para entrar no país sem dor de cabeça. Entre isenção para turismo, visto de residência, estada temporária e códigos cheios de letra D, é normal ficar meio perdido no começo.
Mas é possível organizar essa sopa de letrinhas. Entendendo o tipo de visto para Portugal certo para cada plano, os documentos deixam de ser um monstro de sete cabeças. A ideia do Embarkei é essa: explicar como funcionam os vistos, quando o brasileiro é isento, quais documentos entram no jogo e muito mais. Então, essa é a sua chance de ter todas as informações. Bora!
Entenda o visto de Portugal para brasileiros
Vamos alinhar uma coisa antes de falarmos dos tipos de visto para Portugal: nem toda viagem precisa de visto. Muita gente já tem tudo o que precisa na mão e não sabe.
Para estadias de turismo, negócios, trânsito ou visita de até 90 dias dentro de um período de 180 dias, brasileiros têm isenção de visto.
Ou seja, dá para entrar apenas com passaporte válido, sem precisar passar por processo de visto no consulado. É aquele cenário clássico de férias, viagem rápida, mochilão pela Europa com parada em Portugal.
A conversa muda quando a ideia é ficar mais tempo ou ter um vínculo mais profundo com o país: estudo, trabalho, residência, aposentadoria, nómada digital de longa duração, reagrupamento familiar.
Nesses casos, entra o visto para Portugal na versão “visto nacional” (estada temporária ou residência), e ele precisa ser solicitado ainda no Brasil, antes de embarcar.
Precisa de passaporte para viajar para Portugal?
Sim, precisa. Para entrar em Portugal, o brasileiro precisa de passaporte válido, mesmo nos casos em que não há exigência de visto para turismo. RG, carteira de motorista ou outro documento não resolvem na imigração portuguesa.
Alguns cuidados importantes com o passaporte:
- Validade mínima de 3 meses além da data prevista de saída de Portugal (o ideal é bem mais, algo em torno de 6 meses ou mais);
- Páginas em branco suficientes para carimbo e eventual visto;
- Informações legíveis e sem rasuras.
Quem pensa em pedir visto para Portugal também precisa ter o passaporte em ordem, porque o visto é colado fisicamente ali. Sem esse ponto resolvido, nenhum outro passo anda.

Tipos de visto para Portugal e suas características
Portugal organiza os vistos para quem não é cidadão europeu em três grandes blocos:
- Vistos de curta permanência (ligados ao regime Schengen, tipo C);
- Vistos de estada temporária (para permanências de até 1 ano por motivo específico);
- Vistos de longa permanência/residência, que abrem caminho para morar no país.
Cada grupo tem subtipos, letras e detalhes, mas, para um brasileiro planejando a mudança, o que manda é o objetivo: estudar, trabalhar, empreender, viver de rendas, acompanhar família, trabalhar à distância, entre outros.
Visto de curta permanência
O visto de curta permanência é aquele que se encaixa dentro das regras do Espaço Schengen: até 90 dias em cada período de 180 dias.
Ele serve para turismo, viagens de negócios, participação em eventos, visitas e alguns casos de trabalho sazonal ou cultural.
A parte boa é que os brasileiros, em regra, não precisam de visto para essas situações de curta duração.
A entrada é feita com passaporte válido, análise da imigração na chegada e, futuramente, com uma autorização eletrônica chamada ETIAS (que ainda não passou a ser exigida, mas está no radar europeu).
Então, o visto de curta permanência existe, mas, para a maioria dos brasileiros, ele fica “invisível”, porque há isenção na prática.
Vistos Schengen ou vistos portugueses
Aqui entra uma confusão comum: o que é um visto Schengen e o que é um visto português?
- Visto Schengen (tipo C): curta duração válida para circular no Espaço Schengen, emitida por um país membro, seguindo regras. Serve para quem não tem isenção e pretende fazer turismo, negócios, trânsito ou visitas por até 90 dias;
- Vistos portugueses (nacionais, tipo D): emitidos por Portugal para situações de estada temporária ou residência, com base no direito português. Têm foco em quem quer morar, estudar, trabalhar, pesquisar, empreender ou viver de renda.
Para o brasileiro que vai passar 15 dias em Lisboa a passeio, o tema é mais passaporte e controle migratório do que “visto Schengen”.
Já no caso do profissional que vai morar em Braga por um contrato de trabalho, a conversa é toda em torno do visto nacional português.
Visto de estada temporária
O visto de estada temporária é um visto nacional que permite ficar em Portugal por menos de 1 ano, com múltiplas entradas, para um objetivo bem definido. Ele atende quem tem um projeto com prazo de validade mais curto.
Alguns exemplos:
- Tratamento médico em instituição de saúde portuguesa;
- Acompanhamento de familiar em tratamento;
- Trabalho sazonal ou temporário;
- Cursos, intercâmbios, estágios não remunerados e voluntariado de média duração;
- Projetos específicos de investigação ou docência;
- Formatos de nómada digital focados em estadas de até 1 ano.
Esse tipo de visto para Portugal é muito usado por quem está testando o país antes de uma mudança definitiva ou por quem vai viver um projeto profissional/acadêmico com data marcada para acabar.
Visto de longa permanência/residência
Quando o plano é construir uma vida em Portugal, seja estudando, trabalhando, empreendendo ou vivendo de rendas, entra o visto de residência, também chamado de longa permanência.
Ele serve para entrar no país e, já em território português, pedir a autorização de residência junto às autoridades migratórias. Os tipos mais conhecidos entre brasileiros são:
- D1: trabalho subordinado (com contrato ou promessa de trabalho em empresa portuguesa);
- D2: empreendedor / profissional independente (negócio próprio, startup, atividade liberal);
- D3: atividade altamente qualificada (profissionais de alta qualificação, investigadores, docentes);
- D4 / D5: estudantes (ensino superior, mestrado, doutorado, mobilidade acadêmica);
- D6: reagrupamento familiar (família que se junta a quem já tem residência em Portugal);
- D7: rendas próprias / aposentados (quem vive de pensão, aposentadoria, aluguéis, investimentos);
- D8: nômade digital / trabalho remoto (profissionais que trabalham à distância para empresas/clientes fora de Portugal).
Cada categoria tem requisitos específicos de documentos, comprovação de renda, contratos e vínculos.
O ponto em comum é o objetivo: criar um caminho oficial para viver em Portugal de maneira regular e, no futuro, abrir portas para residência de longa duração e até cidadania, em alguns casos.
Onde solicitar o visto português?
O visto para Portugal é sempre pedido ainda no país de origem ou de residência legal. Para brasileiros, isso significa, em regra:
- Consulados e Embaixada de Portugal no Brasil, responsáveis por cada região;
- Centros de solicitação de visto credenciados, como a VFS Global, que recebem a documentação e fazem a ponte com o consulado.
O local certo vai depender de onde a pessoa mora. A divisão costuma seguir a área de residência (estado/cidade), e os sites oficiais dos consulados e da VFS indicam qual unidade atende cada região.
No dia a dia, o caminho costuma ser:
- Conferir qual consulado ou centro de visto é responsável pelo seu estado;
- Verificar no site oficial qual é o procedimento para o tipo de visto desejado;
- Agendar o atendimento com antecedência, porque as vagas podem ficar concorridas em determinadas épocas do ano.
Tudo isso é feito antes de embarcar. O visto aprovado fica colado no passaporte e só então a viagem acontece.
Como funciona o processo de solicitação do visto
Da ideia de mudar para Portugal até o carimbo no passaporte, existe um caminho que parece complicado, mas segue uma lógica bem clara: escolher o tipo de visto para Portugal, juntar documentos, preencher formulários, pagar taxas e aguardar a análise.
A forma exata pode variar um pouco conforme o tipo de visto, o consulado e o intermediário (como a VFS), porém a estrutura é parecida para quase todo mundo.
Requisitos e documentos necessários para solicitar
Cada categoria de visto para Portugal tem detalhes próprios, mas alguns itens aparecem em praticamente todos os checklists:
- Formulário de pedido de visto preenchido e assinado (Schengen ou nacional, conforme o caso);
- Passaporte válido, com páginas em branco e validade adequada;
- Fotos recentes no padrão exigido;
- Comprovante de alojamento em Portugal (reserva, arrendamento, carta-convite, conforme o tipo de visto);
- Comprovativos de meios de subsistência (extratos, holerites, declarações de renda, comprovantes de aposentadoria, contratos, plano de negócios);
- Seguro de saúde ou seguro viagem com cobertura adequada ao tipo de visto;
- Certidões de antecedentes criminais do Brasil e, em alguns casos, de países onde a pessoa tenha morado;
- Autorização para consulta de registo criminal em Portugal;
- Documentos específicos do objetivo do visto, como carta de aceitação da universidade ou escola, contrato ou promessa de trabalho, comprovantes societários do negócio, entre outros.
Tempo para a análise do visto para Portugal
Prazos são sempre um tema sensível. Não existe garantia rígida, mas há médias indicadas pelo próprio sistema de vistos de Portugal:
- Vistos de curta duração (Schengen): análise em torno de 15 dias corridos, podendo estender em períodos de pico ou em casos específicos;
- Vistos de estada temporária: muitos processos ficam prontos em cerca de 30 dias, contados a partir da entrega completa dos documentos;
- Vistos de residência: o prazo pode ir a 60 dias ou mais, conforme a categoria e o volume de pedidos.
Por isso, a recomendação geral é começar a preparação com boa antecedência da data desejada para mudança.
Deixar o pedido de visto para Portugal para a última hora aumenta bastante o risco de ter passagem comprada e visto ainda em análise.
Qual o valor a ser pago para tirar o visto PRT?
Taxa consular nunca é a parte mais divertida do processo, mas faz parte do pacote. O valor do visto para Portugal varia conforme:
- Tipo de visto (Schengen, estada temporária, residência);
- Conversão de euro para real na época do pedido;
- Taxa de serviço cobrada por centros como a VFS Global;
- Eventuais serviços extras (envio de passaporte, agendamento premium, etc.).
De forma geral, o cenário costuma ser assim:
- Vistos de curta duração (Schengen) têm uma taxa em euros que, convertida, fica numa faixa intermediária;
- Vistos nacionais (estada temporária e residência) costumam ter valor um pouco mais alto do que os Schengen;
- A VFS, quando entra na jogada, acrescenta uma taxa de serviço em reais, paga à parte.
Como essas tabelas mudam com certa frequência, o passo mais seguro é sempre entrar no site oficial do consulado ou embaixada portuguesa responsável ou no site da VFS Global, quando a intermediação for feita por eles.
Visto para Portugal em ordem: agora é planejar o embarque
O visto para Portugal é, na real, um quebra-cabeça que precisa ser montado na ordem certa.
Quando o objetivo está claro, como estudar, trabalhar, empreender, viver de rendas, acompanhar alguém da família, o tipo de visto certo começa a pular aos olhos, os documentos fazem sentido e o processo ganha ritmo.
Então, comece todo o processo e boa sorte!



